quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"fofos" do 6º Ano do OMNI- Desafiando seus conhecimentos








Vimos em nossas aulas,que com base na observação dos astros, especialmente do Sol, os seres humanos criaram pontos de orientação, como norte, sul, leste e oeste.

Ao observar o deslocamento aparente do Sol, os seres humanos podem determinar a trajetória diária desse astro pelo céu. Dizemos que seu deslocamento é aparente porque, como vimos, é a Terra que se movimenta em torno do seu próprio eixo.
O Sol aparece todas as manhãs, não exatamente na mesma posição, que varia no decorrer do ano, mas de um mesmo lado, chamado nascente, leste, este ou oriente. O lado em que o Sol se pões ou desaparece à tarde é denominado poente, oeste ou ocidente.

Com base nesses pontos de orientação, podemos conhecer os outros. Se estendermos o braço direito para o leste, o braço esquerdo estendido apontará o oeste. A frente, estará o norte, também chamado setentrional ou boreal, e ás costas, o sul também conhecido por meridional ou austral. Cabe lembrar que a orientação pelos astros sempre se dá de forma aproximada e somente com o céu limpo, não encoberto por nuvens.


Os pontos de orientação norte, sul, leste e oeste são chamados pontos cardeais(cardeal tem origem no latim e significa principal, importante).Os demais são chamados de pontos colaterais:NE(Nordeste), SE(Sudeste),SO(Sudoeste), e NO(Noroeste). A junção de todos esses pontos mais outros pontos(subcolaterais e intermediários) dá origem a uma figura denominada rosa dos ventos.


Mas, vamos ao desafio? Observe o diagrama e a rosa dos ventos.Utilizando os seus conhecimentos sobre direções cardeais e colaterais, siga as pistas e descubra qual palavra de sete letras surgirá no diagrama.


Partindo da base 13, avance três casas para o nordeste.
Partindo da base 12, avance uma casa para o sudoeste.
Partindo da base 13, avance uma casa para o noroeste, uma para o nordeste e uma para o noroeste.
Partindo da base 8, avance uma casa para o sul, uma para o oeste e uma para o noroeste.
Partindo da base 7, avance duas em direção ao sul e uma para sudoeste.
Partindo da base 24, avance uma casa para o norte e uma casa para o sudeste
Partindo da base 18, avance uma casa para o sudoeste.

Que palavra você descobriu?

domingo, 7 de agosto de 2011

MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM

É comum, em língua portuguesa, usarmos a expressão"marinheiro de primeira viagem" para pessoas inexperientes na execução de determinadas atividades.
"Marinheiro de primeira viagem" tem origem na época dos Grandes Descobrimentos. A expressão era usada para identificar os marinheiros que ainda não tinham aprendido o nome de todas as direções da rosa-dos-ventos da bússola, aprendizado fundamental para uma expedição ultramarina.

Sempre foi preocupação dos cartógrafos deixarem claro o rumo a ser seguido pelos navegantes. Para isso, tiveram de resolver problemas práticos, como estabelecer as cores da rosa-dos-ventos. Elas deveriam estar bem visíveis, até de noite, para que "marinheiros de primeira viagem" pudessem identificá-las mesmo num navio balançando e à luz precária de uma lanterna.

Adaptação:JAMES &MENDES.FTD.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A origem da palavra mapa

A palavra mapa significa "toalha de mesa, guardanapo" em latim e a palavra carta tem origem egípcia e significa "papel", que vem de papiro . Na antiguidade, os navegadores do Egito,ao discutirem sobre rotas, caminhos e localidades públicas, rabiscavam diretamente nas toalhas(mapas), surgindo, assim, o documento gráfico.

Nos países de lingua inglesa, há uma nítida diferença entre carta e mapa: o termo carta é utilizado para as representações das áreas cobertas pela água, isto é, a parte submersa do planeta, como as cartas fluviais, marítimas e de lagoas. Já o mapa é utilizado para as representações das áreas emersas do planeta.

Em francês, só existe uma designação, a carta. No Brasil, tendemos a utilizar a expressão mapas para representações menos detalhadas, por exemplo, mapa-mundi e mapa político do Brasil. As representações mais detalhadas são denominadas cartas . Usamos planta quando nos referimos a representações como escolas, residências, cidades etc.

Martins.Dadá.Geografia Sociedade e Cotidiano.São Paulo:Escala Educacional,2009.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Israel X Palestina: um muro para cristalizar o ódio

O conflito entre Israel e palestinos(que já dura 60 anos) entrou em uma nova etapa: em junho de 2002, um muro começou a ser construído pelos israelenses. Para o governo de Israel, trata-se de uma "barreira de segurança" para proteger seu território da expansão demográfica árabe e dos atentados de extremistas. Para os palestinos, contudo, esse é um muro que os impede de circular livremente pela região, que desorganiza o comércio local e confirma a política expansionista dos vizinhos.

Jerusalém leste(árabe), por exemplo, está cortada de seu subúrbio palestino Abu Dis.

Um misto de cerca com muro, nas áreas mais populosas, alonga-se por 700 quilômetros. Em Jerusalém, por exemplo, o concreto atinge 10 metros de altura. Na maior parte da sua extensão, no entanto, o que se vê é uma dupla grande de tela patrulhada por jipes do exército israelense.

Para garantir que a barreira não seja ultrapassada, há uma associação de alta tecnologia com sabedoria tradicional. Diariamente, por exemplo, soldados observam os mínimos detalhes para identificar rastros no solo: é preciso saber se a barreira foi tocada por animais, crianças, curiosos ou terroristas. Ao mesmo tempo, câmeras de última geração instaladas em locais estratégicos enviam imagens para salas de controle ultramodernas.

O principal argumento dos militares israelenses é que a barreira coíbe os atentados suicidas árabes. Com efeito, o número de ataques caiu, mas pode ser também uma consequência da política de assassinato seletivo de militantes das organizações palestinas.
Numa decisão muito aplaudida pelas organizações humanitárias, a Corte Internacional de Justiça, instalada em Haia, condenou o muro em junho de 2004. Mas, da mesma forma que as resoluções da ONU desautorizam a política expansionista israelense, a decisão da corte de Haia, pelo menos por enquanto, permanece letra morta.

COMPARATO,Bruno Konder.Revista Discutindo Geografia, São Paulo, Editora Escala Educacional, ano 3, n.15.p.46.

Responda no caderno.

1) Qual a justificativa do governo israelense para a construção do muro?

2) Analise a iniciativa de Israel de construir o muro, separando israelenses e palestinos, e registr suas conclusões.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

COMENTÁRIO DAS QUESTÕES- A Geografia física dos ambientes terrestres: água e relevo

2) Em diversas partes do planeta, sobretudo nas regiões tropicais, as chuvas são os principais agentes modeladores do relevo, provocando enxurradas e deslizamento de terra.A ação da água dos rios,que recebe o nome de erosão fluvial, ocorre nas partes de maior declividade do terreno, onde o escoamento é mais rápido.Quanto mais intensas as chuvas, maior a força erosiva dos rios, que podem transportar grandes quantidades de sedimentos das áreas mais elevadas para as mais rebaixadas.

3) A energia solar e a força e atração gravitacional da Terra são os fatores que dão origem aos movimentos atmosféricos. Estes fazem com que a água se precipite sobre a superfície terrestre, desde os lugares situados ao nível do mar até as maiores altitudes: a energia solar propicia a evaporação, e a gravidade faz com que a água caia sob forma de chuva na superfície terrestre.

4) O ar atmosférico é aquecido, sobretudo, de baixo para cima, o que faz com que o ar situado mais próximo da superfície apresente temperaturas maiores. O ar aquecido tende a subir porque é menos denso(mais leve) e é substituído pelo ar mais frio(mais denso e mais pesado)que se encontra em altitudes maiores. Esse processo dá origem à formação de nuvens, que nada mais são do que vapor d'água condensado.

5) Chamamos esses caminhos pelo qual a água percorre, de ciclo da água ou ciclo hidrológico que funciona assim: Vamos imaginar o ciclo hidrológico como uma enorme "roda gigante", tendo como ponto de partida(e chegada) os oceanos.
Todos os dias, uma grande quantidade de água evapora dos oceanos e das áreas continentais. Quando é aquecida pelo calor do Sol, a água passa do estado líquido para o gasoso, transformando-se em vapor. Ao tomar a forma líquida novamente, a água precipita-se, originando as chuvas. Dois terços dessas águas retornam diretamente ao oceano e o restante fornece umidade aos continentes.
Sobre a terra, as águas da chuva podem seguir três caminhos distintos:evaporar, infiltrar-se no solo ou escoar para os córregos, rios e riachos.

6) As plantas contribuem para o ciclo da água, pois, em seu processo vital, elas retiram água do solo e, depois de utilizá-la, devolvem uma grande quantidade pela transpiração de suas folhas.

7) A água,interferi na formação e transformação das paisagens, pois esculpe montanhas, cava vales, carrega sedimentos, tirando-os de um lugar e depositando-os em outro.

8)Quando a vegetação é retirada e substituída por casas, prédios ou por superfícies que não favorecem a infiltração da água, a evaporação ocorre de forma muito rápida, e as chuvas tendem a ser irregulares, sob forma de pancadas fortes e de curta duração. A ausência de vegetação e, portanto, de raízes das plantas torna o solo mais compacto e endurecido.A água, tem maior dificuldade para se infiltrar. O ciclo hidrológico é modificado, portanto, pela diminuição do volume de água infiltrado no solo e pelo aumento do volume escoado pela superfície.

9) Quando o ar atmosférico contém gases poluentes(dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio), devido principalmente à queima do carvão mineral e dos combustíveis derivados do petróleo, esses elementos reagem com as gotas de água das chuvas e formam dois ácidos(sulfúrico e nítrico) que são trazidos pela chuva para a superfície. Denominada chuva ácida, essa água tem alto poder de corrosão e ataca construções, monumentos e metais revestidos de tinta(como automóveis).

10) Os ventos podem levar os elementos poluentes do ar para outros lugares, relativamente distantes e atacam as plantas, que passam a ter dificuldade para se desenvolver e podem até mesmo morrer. Esses efeitos da chuva ácida, não se limitam as florestas, mas se fazem sentir também na agricultura e na pesca, acarretando a reduçao da produtividade dos solos e a acidificação dos lagos, com consequências desastrosas para a vida aquática.

11)O uso indiscriminado de agrotóxicos , fertilizantes químicos nas lavouras, podem contaminar o solo e os lençóis freáticos, por infirltração, ou os rios, quando são carregados pelas águas das chuvas. A irrigação artificial em áreas de clima quente e seco,pode rovocar diminuição do volume dos rios e também a salinização dos solos: o calor intenso evapora apenas a água, deixando no solo um gradativo acúmulo de sais.

12)Os ventos são responsáveis pela erosão eólica, que consiste na retirada de sedimentos, ou seja, pequenos fragmentos, como grãos de areia das rochas. Dependendo da resistência das rochas, a ação dos ventos pode modificar a superfície e produzir formas muito singulares no relevo. A força dos ventos também desloca com intensidade grandes quantidades de sedimentos que, ao serem depositados, formam montes denominados dunas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

MERCOSUL E ALCA

O MERCOSUL - Mercado Comum do Sul, representa cerca de 70% do território sul-americano e, aproximadamente, 64% de sua população. Nasceu da conjunção de circunstâncias políticas e econômicas que conduziram à aproximação entre Brasil e Argentina. O primeiro gesto partiu do Brasil e coincidiu com um momento dramático da vida política argentina, que foi a guerra das Malvinas, em 1982.

O mercosul começou a nascer no encontro dos presidentes José Sarney, do Brasil, e Raul Alfonsín, da Argentina, em novembro de 1985, em Foz do Iguaçú. A declaração do Iguaçu, assinalou os novos rumos da política externa dos antigos rivais.

A aproximação entre os dois maiores e mais populosos países sul americanos desencadeou um processo de integração na região, o que possibilitou a criação do Mercosul em 26 de março de 1991. Nessa data, Paraguai e Uruguai uniram-se a Brasil e Argentina e assinaram o Tratado de Assunção, iniciando o processo de formação do Mercado Comum do Sul.

Ao assinarem esse tratado, os países membros estabeleceram basicamente quatro objetivos a serem alcançados com a formação do bloco: uma maior abertura das economias dos países membros para uma inserção mais competitiva no mercado mundial; o favorecimento da economia de escala; o estímulo dos fluxos de comércio com o resto do mundo por meio de acordos multilaterais e bilaterais; e o desenvolvimento progressivo da integração da América do Sul.

No contexto do processo de integração, a participação do Uruguai e do Paraguai tem reduzida importância econômica, mas elevado valor geopolítico, pois elimina fontes de atrito entre os dois parceiros maiores, que desde a independência disputaram influência junto aos vizinhos menores.
Novos acordos de associação foram firmados em 1996 com o Chile e a Bolívia, que se tornaram Estados associados do Mercosul.

Em 2007, a Venezuela foi admitida como membro pleno do Mercosul.O bloco expande-se além da área da bacia Platina e do cone Sul, formando um eixo de Integração da América do Sul atlântica.Além disso, passa a participar, ainda que indiretamente, do espaço de relações do Caribe, pois a Venezuela é um elemento important da vida política e comercial da região caribenha.

No bloco, o fator decisivo é a economia brasileira, que representa, após o ingresso da Venezuela, quase dois terços do PIB do Mercosul. Entre 1990 e 2006, o comércio do Brasil no Mercosul multiplicou-se por seis, enquanto seu comércio total multiplicou-se por pouco mais de quatro.

Desde o início, o Mercosul foi projetado como polo d atração de capitais internacionais. A zona de livre comércio proporcionou o embrião de um mercado consumidor unificado no interior do bloco, contribuindo para atrair investimentos de empresas transnacionais na indústria e nos serviços.

ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS - ALCA
Podemos perceber, que o comércio mundial vem se estruturando em grande parte por meio de blocos econômicos regionais. Nesse contexto, o Mercosul ganhou força nos últimos anos, apesar das crises econômicas enfrentadas pelos países-membros- com as recentes adesões do Chile,da Bolívia e do Peru em caráter de países associados.

De certa forma, essa integração regional em torno dos países do Cone Sul, tem posto em xeque a influência dos Estados Unidos na América do Sul, pois esse país tem intenções de criar uma área de livre comércio para todo continente americano, a ALCA.

De acordo com vários especialistas, a criação da Área de Livre Comércio das Américas traria grandes problemas econômicos à região, principalmente ao Brasil, pois os Estados Unidos possuem empresas que são consideravelmente superiores às brasileiras em termos de tecnologia, organização, escala de produção, redes de comercialização, marcas, etc. Isso afetaria, provavelmente, o sistema produtivo brasileiro de forma negativa, especialmente nos setores em que as empresas norte-americanas estão na vanguarda, como em bens de capital, componentes eletrónicos, softwares, informática, etc. Diante dessa superioridade norte-americana, a economia brasileira estaria fadada à condição de economia agrícola ou agroindustrial e produtora de bens industriais leves ou tradicionais.

Por outro lado, apesar das limitações e das desvantagens que a ALCA pode trazer para o Brasil, há uma linha de raciocínio que defende a adesão a esse acordo, argumentando que, se o Brasil não participar desse bloco regional, ficará isolado e perderá poder de negociação com outros mercados internacionais. O que todavia, não procede, pois uma área de livre comércio pode favorecer as trocas comerciais, mas não é o único responsável pela expansão do comércio internacional. Potências econômicas, como Estados Unidos, a União Européia e o Japão, não têm acordos de livre comércio entre si, mas mantêm fortes e crescentes trocas comerciais.

Além das discussões em torno do fortalecimento ou do enfraquecimento da economia brasileira, alguns estudiosos destacam outros pontos que seriam afetados negativamente com a criação da ALCA, como por exemplo, o meio ambiente, que, no caso da floresta Amazônica, teria sua biodiversidade monopolizada por empresas americanas.

MAGNOLI,Demétrio.Geografia para o ensino médio.São Paulo:Atual,2008.
BOLIGIAN,Levon.Geografia: espaço e vivência:ensino médio.São Paulo:Atual,2007.